ÊNFASES CRISTOLÓGICAS QUANTO AO JURAMENTO

Enviado por em jun 17, 2014 em Estudos | 0 comments

SÉRIE – JESUS E A LEI

ÊNFASES CRISTOLÓGICAS QUANTO AO JURAMENTO

TEXTO: Mt 5.33-37

INTRODUÇÃO:

Nesta semana, voltou à tona (devido ao lance do pênalti sofrido pelo jogador brasileiro – Fred) o tema do jeitinho brasileiro. Há algum tempo uma propaganda fez uma brincadeira com essa situação com o jargão “Veja bem!”.

 

EXPLICAÇÃO:

Esta é a quarta mensagem da série “Jesus e a Lei Mosaica” que iniciamos em fevereiro deste ano.

Vimos como introdução que Jesus afirmou não ter vindo revogar a lei, mas a cumprir cabalmente. exigindo agora, fidelidade integral. Já falamos sobre as implicações cristológicas do sexto mandamento – a questão do homicídio: não matarás – em que Jesus afirma que a reconciliação é a resposta do evangelho às situações de conflitos interpessoais.   Falamos também sobre as lições do sétimo mandamento – “não adulterarás” – atentando para nosso procedimento e o valor que devemos dar ao coração, ao interior, e sobre as implicações de nossas ações para a eternidade.

Nosso assunto de hoje não está claramente assentado nos dez mandamentos, como os anteriores. O mandamento dito por Cristo (v. 33), não está na lista dos 10 mandamentos, mas era um bom resumo da lei concernente ao juramento (Lv 19.12; Nm 30.2; Dt 23.21). O Senhor Jesus faz algumas ênfases quanto ao mandamento. Vamos, didaticamente, tratar das ÊNFASES CRISTOLÓGICAS QUANTO AO JURAMENTO:

 

1.      QUANTO AO ENSINO DO ANTIGO TESTAMENTO (v. 33)

Muitas são as referências a juramentos no Antigo Testamento.  Abraão confirmou suas promessas ao rei de Sodoma e a Abimeleque com um juramento (Gn 14.22-24; 21.23, 24). Ainda Abraão igualmente exigiu que seu servo jurasse (Gn 24.3, 9). O juramento é igualmente mencionado em conexão com Isaque (Gn 26.31), Jacó (Gn 31.53; 28.20-22), José (Gn 47.31; 50.5), com os “príncipes da congregação (Js 9.15) e com os filhos de Israel (Jz 21.5). A lei mosaica também trata do assunto: juramento (Lv 19.12; Nm 30.2; Dt 23.21). Assim, podemos concluir que Cristo não estava anulando a história bíblica ou invalidando a lei, mas estava combatendo um erro em sua interpretação e aplicação, o que fica muito claro no próximo ponto.

 

2.      QUANTO À EXTENSÃO FEITA POR CRISTO (v. 34-36)

Nas palavras de Jesus fica óbvio que os antigos haviam se equivocado na ênfase que estavam dando à questão. No pensamento dos escribas e fariseus e seus precursores, um voto jurado “ao Senhor” devia ser guardado. Ao contrário, um voto em relação ao qual não se mencionava claramente o nome do Senhor era de somenos importância. Assim, no dia-a-dia os juramentos começaram a multiplicar-se: pelos céus, pela terra, por Jerusalém, pelo Templo! Jesus proíbe essa hipocrisia. Ele afirma que um juramento pelo céu deve ser verdadeiro e deve ser cumprido porque o céu é o trono de Deus. Afirma que o juramento pela terra também, afinal, a terra é o apoio dos pés de Deus. Em outras palavras, quando os juramentos são pronunciados em apelo a qualquer objeto, na verdade, estavam sendo tão obrigatórios como se o nome de Deus fosse invocado expressamente em conexão com eles.

 

3.      QUANTO À SOLUÇÃO DADA POR CRISTO (v.37)

A real solução para o problema está no coração. Está posta na veracidade. A verdade deve reinar de forma suprema no coração. Por isso, na conversão diária com o nosso próximo, devemos evitar totalmente os juramentos. A pessoa deve se tornar tão plenamente confiável, que suas palavras sejam acreditadas. Quando o crente deseja afirmar algo, que simplesmente diga “sim”. E quando deseja negar “não”. O que for mais forte do que isso procede do maligno.  Jesus condena o juramento improcedente, profano, desnecessário e hipócrita.

 

CONCLUSÃO

Que sejamos a mudança da mentalidade do “Veja bem!”, do jeitinho brasileiro! Roguemos ao Espírito Santo que nos habilite a fazer com que nossas palavras e ações reflitam sua ação em nós. É hora de decidir.

 

(Fontes de Estudo: HENDRIKSEN, Willian. Comentário do Novo Testamento – Lucas; MORRIS, Leon. Lucas: introdução e comentário. E outros)

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