R. Sete de Setembro, 363 - Americana, SP
55 (19) 3461.7048 - (19) 3461.1865
ipamericana@ipamericana.org.br
Tema do Mês
Fé centralizada na pessoa de Cristo
Lucas 2. 11
 
 
 
Mensagens
 
23/10/2016
LIÇÕES SOBRE A MEMÓRIA

Texto: Salmo 137

I – Introdução
Na segunda metade do século XIX era muito comum as famílias mais abastadas enviarem seus filhos para o estudo em Portugal. A Universidade de Coimbra era o destino mais comum. Os críticos literários em Portugal criticavam a produção da poesia no Brasil. Diziam que no Brasil não se sabia fazer poesia. Então, um dos estudantes, (Antonio Gonçalves Dias), escreveu a “Canção do exílio”, uma poesia com um métrica perfeita e que exaltava as qualidades da terra natal. Fez isto com maestria. Sem usar um só adjetivo ele qualifica o Brasil  como a sua maior saudade. Assim, Gonçalves Dias calou os críticos portugueses.

II – Narração
O Salmo 137 pode ser considerado uma “Canção do exílio”. Em 586 a. C. Judá foi invadido pelo Babilônios. Parte dos cativos voltam em 536 a. C.. Possivelmente o autor do Salmo está no meio desta leva de exilados que voltaram a Jerusalém. O autor lembra da experiência do cativeiro, quando os opressores pediam que fosse entoado algumas canções que eram entoadas em Jerusalém. O uso da memória está presente em todo o Salmo. Podemos ver aqui algumas lições sobre a memória.

III – Tema: Lições sobre a memória

1) A memória pode abrir feridas (vs. 1-4)
Os verbos “lembrar” e “esquecer” são usados quatro vezes no Salmo. Um grupo de ex-cativos estão lembrando a experiência vivida no cativeiro. A memória pode abrir feridas. O humorista norte-americano Elbert Hubbard disse: “Pode ser louvável ter uma boa memória, mas a verdadeira marca da grandeza é ter a capacidade de esquecer”. Às vezes, precisamos nos lembrar de esquecer. Um coração despedaçado precisa de tempo para ser curado, mas, se entregarmos todos os pedaços a Jesus, ele pode restaurá-lo. (ver os textos: Sl 147.3; Lc 4.18)

2) A memória pode construir o caráter (vs. 5-6)
Por vezes, é preciso perder alguma coisa para verdadeiramente apreciá-la. Vemos os exilados na Babilônia pranteando a perda de tudo o que lhes era mais importante e se perguntando: “Será que demos o devido valor a tudo que o Senhor nos concedeu – nossa terra, nosso lar, nossos filhos?”.  Lembro de um texto de uma jovem aqui da Igreja que foi para o exterior. Certo dia, vi um texto que ela enviou para a família que contava a experiência de um brasileiro que foi morar numa cidade americana e que apreciava muito a neve. Vivia elogiando os EUA e a neve que caia no inverno. Depois de alguns dias com a experiência da neve ele começa a reclamar porque a neve não parava de cair, impedindo sua locomoção. Começou a ter saudades do Brasil....

O salmista faz um voto – prometendo lembrar-se de Jerusalém e fazer dela sua mais alta prioridade e maior alegria de sua vida. Ao fazer uma retrospectiva da vida e avaliar nossas experiências, é importante aprender nossas lições e desenvolver um caráter piedoso. Isto aconteceu com o salmista no Salmo 90.12. ( ver também o Sl 66.13,14).

3) A memória pode estimular a fé ( vs. 7-9)
Estes versículos (7 a 9) são um problema sério para os ignorantes e um alvo para os incrédulos que vivem em pé de guerra com Deus e com a Bíblia. Porém, uma vez compreendida, essa passagem deve estimular a fé do povo de Deus em tempos de turbulência. A Babilônia foi o instrumento escolhido por Deus para disciplinar o povo de Judá. Porém, eles excederam em brutalidade: abusaram de idosos (Is 47.6), assassinaram bebês e crianças, estupraram mulheres, mataram indiscriminadamente. Os Edomitas aplaudiram (ver o livro de Obadias). Há profecias que mostravam o futuro de Edom (Is 63.1-6; Jr 49.7-22; Ez 25.12-14). A Babilônia também seria destruída, segundo os profetas. O salmista sabia disto. Sua memória estimula sua fé. Deus cumpriria sua palavra e vingaria o seu povo e sua cidade. Um dia, Deus fará o mesmo por sua Igreja e castigará aqueles que perseguiram e mataram seus servos (ver: Ap 6.9-17)

IV – Conclusão
Que o uso de nossa memória nos ajude. Ela pode abrir feridas, tomemos cuidado. Ela pode ajudar na formação de nosso caráter, façamos disto uma experiência que ajude nossa piedade. Ela pode estimular nossa fé.

 

(Síntese do sermão proferido pelo Rev. Ailton em 23 de outubro de 2016).

 
 
IPA . Igreja Presbiteriana de Americana © 2014-2015 . Todos os direitos reservados . Criado por DRW Integrada
 
Quem Somos Sociedades Ministérios Informações Contatos
Notícias
Agenda
Boletim Semanal
Galeria de Fotos
Galeria de Vídeos
Mensagens
Estudos
IPA TV
Fale Conosco
Atendimento
Congregações
Cadastre-se