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08/05/2016
ANDANDO COMO FILHOS DA LUZ (PT 1)

ANDANDO COMO FILHOS DA LUZ

 EFÉSIOS 5.15 – 6.9 (1ª Parte)

 

            A temática que envolve a passagem é, conforme aponta Willian Hendriksen, a “Gloriosa Renovação” – tema que se inicia em 4.23-24. Sobre a passagem: “Retrata os padrões de renovação pessoais” (Francis Foulkes); “...o capítulo explica minuciosamente a natureza de uma vida edificada em Cristo e em sua doutrina” (João Calvino). Em 4.17, com um apelo aos cristãos para andarem de modo digno de sua vocação, o que se resume em 5.8: “andai como filhos da luz”.

            Aqueles que são chamados para essa gloriosa renovação, não andam mais em decência mental, espiritual e moral; não andam mais na vaidade de seus pensamentos, nem obscurecidos em seu entendimento.Andam, agora, como filhos da luz.

 

1)    NA PRÁTICA DIÁRIA (5.15-21) - O texto destaca que, na prática diária, os filhos da luzandam:

A.   Prudentemente (v. 15):

Andando com muito cuidado.Calvino diz“o apóstolo ordena que regulassem suas vidas com precisão, como sábios, isto é, aqueles que tem sido educados pelo Senhor na escola da verdadeira sabedoria”.

B.   Remindo o tempo (v.16)

“aproveitando as oportunidades ao máximo” – (Hendriksen). Refere-se ao uso adequado do tempo, não apenas o espaço de tempo que cada dia apresenta para ser dedicado ao trabalho de Deus (chronos), mas sim o tempo apropriado, a oportunidade dada por Deus (kairos). Atentem para o que diz Calvino:

 “Visto que a época é tão corrupta, o diabo parece ter-se apoderado dele tiranicamente; de modo que o tempo não pode ser dedicado a Deus sem que seja, de alguma forma remido (comprado).

E qual será o preço de sua redenção?

Fugindo das infindáveis seduções que facilmente nos perverteriam; desembaraçando-nos das solicitudes e deleites do mundo; e, numa palavra, nos esquivando de todos os obstáculos.

Sejamos solícitos em aproveitar as oportunidades, de todas as maneiras; mais ainda, deixando as numerosas ofensas e árduos labores, os quais muitos têm por hábito usar como pretensa desculpa para a indolência, nós, ao contrário, agucemos nossa vigilância!

C.   Compreendendo a vontade do Senhor (v.17)

“entendam qual é a vontade do Senhor!”,

Primeiramente vemos que compreender a vontade do Senhor é uma questão de uso de sensatez; ou seja, pelo uso da reflexão, do entendimento. Não é, portanto, algo que está alheio ao uso da razão, do pensamento. “Tolo é quem pensa o contrário, é quem deixa o bom senso de lado em nome de massageamento do seu ego e de sua vontade como se fosse a de Deus” (Foulkes).

Hendriksen ainda diz:

“Não dependais do vosso próprio discernimento. Não considereis o conselho de outras pessoas como a pedra de toque final da verdade. Que a vontade de vosso Senhor, como Ele mesmo revelou por meio de sua própria palavra e exemplo, e por meio dos lábios de seus mensageiros escolhidos, seja o vosso padrão e guia.

 Ou seja, quando quiser saber qual a vontade do Senhor, pergunte-se:

a)    É razoável, racional, pensei bem?

b)    Está dentro da máxima: “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a mim mesmo”?

c)    Está de acordo com a Palavra de Deus?

d)    Jesus Cristo faria o mesmo?

e)    Os apóstolos fizeram assim?

Observe, atentamente, o que diz Calvino:

“Aquele que se exercita dia e noite na meditação da lei facilmente triunfará sobre as dificuldades que Satanás, amiúde, coloca em seu caminho. Donde vem que alguns andam ao léu, outros caem, outros tropeçam, outros voltam atrás, senão porque permitiram a si próprios ser gradualmente cegados por Satanás, e se privaram da vontade de Deus, a qual devemos constantemente manter na lembrança?

D.   Enchendo-se do Espírito e produzindo seus frutos (v. 18-21)

Paulo está proibindo toda bebida excessiva e imoderada; proíbe-se o abuso do vinho; sobretudo quando este é usado como “remédio” eficaz para os cuidados e preocupações da vida – fuga da realidade – pois nisso há dissolução, há descontrole e devassidão.

Mas o cristão conhece o melhor caminho para remover as preocupações pessoais e estimular a mente: encher-se do Espírito Santo. Aqui está toda a força do texto e da preocupação de Paulo.Os cristãos são encorajados a buscar a mais elevada e mais perfeita fonte de alegria!O texto passa a ideia de ser cheio do Espírito e de viver uma vida no Espírito. Somos encorajados a receber o Espírito Santo de forma a cada parte da vida ser permeada e controlada por Ele. Não apenas uma experiência, mas um “ir-se enchendo”, no derramar do Espírito de Deus em nós!

E assim, cheios do Espírito Santo, os crentes não apenas serão esclarecidos e alegrados, mas produzirão frutos deste enchimento, desse conhecimento da vontade de Deus:

a)    “Falando com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais”: nossos lábios falarão isso!

b)    Dando sempre graças por tudo”!

c)    E, por fim, quando somos cheios do Espírito, aprendemos que não somos melhores do que ninguém: somos servos uns dos outros – “sujeitando-vos uns aos outros no temos do Senhor!”

CONCLUSÃO:

            Que experiência maravilhosa andar com Deus. Andar em sua luz e ser luz.

            Como filhos da luz, andamos como filhos da luz, NA VIDA PRÁTICAquando andamos:

A.   Prudentemente (v. 15):

B.   Remindo o tempo (v.16)

C.   Compreendendo a vontade do Senhor (v.17)

D.   Enchendo-se do Espírito e produzindo seus frutos (v. 18)

 

(Mensagem proferida pelo Rev. Jabis, na IP Americana, em 8 de maio de 2016)

 

 

 

 
 
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