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31/05/2015
OBEDIÊNCIA PELA FÉ

OBEDIÊNCIA PELA FÉ
(Gn. 22.1-19)

Ao lermos este texto podemos notar algumas características muito interessantes desse personagem bíblico chamado Abraão. Passemos, pois agora a uma breve reflexão sobre elas.

Disposição para obedecer (vs. 1-3)
Logo nos três primeiros versículos podemos notar que Deus mais uma vez fala com Abraão e lhe dá uma ordem. Quando Deus decide por Abraão a prova, ele chama seu servo, e Abraão sem medo responde: “Eis-me aqui”. Com essa expressão podemos notar como Abraão está inteiramente disposto a ouvir o chamado do Senhor e a cumpri-lo. Mesmo sem saber qual será o pedido do seu Deus, ele sem medo se põe completamente a vontade do Altíssimo. E, no v.2 e 3, quando Deus revela qual é a sua vontade vemos que, ainda assim, Abraão não teme obedecer a Deus. Pelo contrário, o que observamos no v.3 é que o pai de Isaque prepara todas as coisas necessárias para realizar a vontade do Pai Celestial, mesmo que a vontade do Soberano seja que um pai retire a vida de seu filho, nesse caso, que Abraão sacrifique a seu filho Isaque em adoração.

Fé para caminhar e acreditar que Deus fará o melhor (vs. 4-10)
No v.4, recebemos a informação que essa caminhada durou 3 dias. Não temos muitas informações do que ocorreu durante essa caminhada, apenas temos a certeza de que ela foi uma longa caminhada. O texto Sagrado silencia-se por três dias e assim deixa-nos perceber quão dura e pesarosa foi essa jornada. Por três dias a Bíblia não nos diz o que aconteceu, temos uma viagem silente, algo como uma marcha dos derrotados. Vemos um pai caminhando junto a seu filho sabendo que esta pode ser a sua última viagem juntos. Nos vs.5-8, podemos entender do porque Abraão é chamado de Pai de todos os que creem, podemos ver que ele conhecia o Deus que servia, podemos ver que ele não duvidara nem por um instante sequer da bondade do Senhor. Ao avistar o lugar que deveria cumprir o mandado de Deus, Abraão diz para os seus servos ali esperarem por sua volta. Sua declaração àqueles homens é: “Vou até aquele monte, eu e meu filho, ali prestaremos adoração ao Deus que tanto nos tem abençoado e logo após voltaremos para junto de vocês, eu e o meu filho”. Em certo momento Isaque se vira para seu pai e pergunta: “Temos tudo para realizar um sacrifício a Deus, menos o sacrifício. Onde está a oferta meu pai?”.  Isaque já havia entendido que ele mesmo seria a oferta e mesmo assim continuava a caminhar junto a seu pai. Porém, o que mais nos surpreende é que mesmo estando cada vez mais perto do derradeiro destino, Abraão continua a confiar na provisão do Senhor e com convicção declara a Isaque que o próprio Deus proverá uma oferta agradável para si. Abraão edifica um altar e prepara tudo que era necessário para o sacrifício, Abraão amarra a Isaque sobre o altar. Aqui vemos a mão do pai que se estende contra seu único filho, o filho de sua velhice, pois Isaque nascera quando Abraão já havia completado seus cem anos de idade. Isaque é um rapaz forte, capaz de subir uma montanha carregando lenha para o seu pai. Percebemos que Isaque era capaz de resistir a um ancião de mais de cem anos. Sendo assim, aqui vemos um filho se entregando nas mãos de seu pai sem medo sabendo que o pai e o Deus de seu pai, e dele também, fará o melhor que lhe aprouver. 

O Senhor proverá para si o cordeiro do holocausto (vs. 11-19)
Ora, bem sabemos que Deus não se agrada de sacrifícios humanos e não seria diferente nesta história, somente Deus pode preparar uma oferta agradável a si. Ao ler esta narrativa e ver tudo que nela ocorreu é difícil não nos lembrarmos de uma outra história de um Filho que entrega sua vida nas mãos de seu Pai sem ter medo do que acontecerá. Quando olhamos para a história do unigênito de Deus, a história do nosso Cristo Senhor Jesus, vemos aspectos muito semelhantes ao da história de Abraão e Isaque em Moriá. Vemos um Pai ofertando seu Filho como um sacrifício aceitável, bom e agradável através da vida de seu Filho. Vemos um Filho que não se nega a seu pai e ainda o ajuda a cumprir essa missão carregando a própria lenha para seu martírio, ou no caso, o madeiro. Vemos Pai e Filho caminhando lado a lado por todo o trajeto até o topo do monte, só que aqui chamado Calvário, para naquele lugar edificar um altar a Deus. Só que diferente de Isaque e Abraão, sem outra opção para se sacrificar no lugar do Filho. Cristo é o cordeiro que Deus preparou desde antes da fundação do mundo para perdoar os nossos pecados e assim nos permitir adorá-lo com verdade e sinceridade. O Senhor é quem deu o seu Filho para nos resgatar do julgo da maldade e trazer solução para a nossa natureza caída e depravada. Não é por causa de nossos sacrifícios, forças e disposições, muito menos pelo nosso poder, dinheiro ou beleza que conseguimos andar conforme os caminhos de Deus, mas sim pelo Cordeiro Santo imolado em nosso favor no monte do Calvário que podemos andar em obediência e fé confiados de que Deus fará o melhor por nós, que Deus já fez o melhor por nós. Andemos todos sem olhar para trás e sem medo do desafio que se seguir porque sabemos que Deus já preparou para si a oferta do holocausto. Só em, por e com Jesus podemos ser como Abraão que mesmo sem ver, e ora a fé é exatamente isso, a convicção das coisas que não se veem estar dispostos a entregar tudo o que temos e seguir na direção de Deus.

 
 
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