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03/06/2018
ESPERANÇAS REDENTORAS

 

ESPERANÇAS REDENTORAS
TEXTO: Romanos 8.18-25

EXÓRDIO:
Pra você o que de positivo caracteriza o povo brasileiro?

Vamos destacar uma delas: a esperança. Há, no povo brasileiro, uma esperança que salta aos olhos. Talvez seja esta uma de nossas características mais marcantes. Passamos por tantas e tantas situações difíceis, em que muitas vezes não vemos saída, choramos, mas nos olhos de cada um de nós, ainda está estampada a esperança de dias melhores.

No povo de Deus, há ainda um “plus”, um “algo mais”. Sempre temos uma palavra de esperança.

 

EXPLICAÇÃO:
Depois de apresentar a questão do pecado e de como ela alcançou toda a humanidade (cap. 1-3), aqueles que foram perdoados e justificados em Cristo (cap 4-5), são agora, herdeiros de Deus e coerdeiros em Cristo. Nosso texto está num contexto da epístola em que Paulo está apresentando os meios para a santidade daqueles que foram salvos e justificados em Cristo (tema que percorreu a epístola até o capítulo 5).

Olhando mais de perto para o nosso texto, portanto, encontramos o apóstolo Paulo animando seus leitores diante das angústias e lutas da vida, diante do sofrimento.

Sua linha de pensamento é a seguinte: Cristo, antes de ser glorificado, passou pelo sofrimento, pela humilhação; assim, já que somos com ele herdeiros e coerdeiros, antes de sermos glorificados, também passamos por lutas e sofrimento aqui.

Por isso, na passagem lida, Paulo nos apresenta:

 

ESPERANÇAS REDENTORAS


Quais as esperanças redentoras que nos animam também em nossa caminhada?

A primeira esperança diz respeito à...
1) REDENÇÃO PESSOAL (v. 18)

A glória vindoura sobrepuja em muito a aflição do presente. A aflição é leve, temporária, comparada com a suprema e eterna glória. Ao escrever aos coríntios, Paulo corrobora sua tese: cf. 2 Co 4.17-18.

Mas atente para uma verdade importante: não significa que a glória é uma compensação para o sofrimento; mas ela de fato envolve o sofrimento. A relação aqui é aquela com o sofrimento e glória de Cristo.

Karl Barth, citando Lutero afirma, até poeticamente:
“vede como ele volta as costas para o mundo e volve a face à reve3lação futura, como se em parte alguma da terra houvesse infelicidade ou lamento, porém somente a mais genuína alegria. Faz da totalidade do sofrimento do mundo, uma gotícula, uma fagulhasinha; porém da glória do além, que devemos esperar, faz um mar infinito, uma enorme fogueira”.

Hoje, sofremos, mas devemos nos lembrar: fomos salvos em Cristo; fomos adotados por Deus; não somos mais escravos – estamos libertos – não há mais temor (Rm 8.15). Já sentimos aqui, lampejos da glória por vir!

 

A segunda esperança diz respeito à...
2) REDENÇÃO UNIVERSAL (v. 19-22)
Lançamos agora nossos olhos para o futuro. Para o dia em que, quando a glória de Deus raiar, se manifestará em escala universal no povo de Deus – corpo de Cristo glorificado. Mas não apenas no povo de Deus, também na obra criada. Toda a criação tem a esperança da glória. Toda a criação espera com ardente ansiedade pelo dia em que os filhos de Deus serão manifestados em glória!

Isso porque, assim como o homem carece da glória de Deus (“pois todos pecaram e carecem da glória de Deus), a criação como um todo não pode alcançar plenamente o fim para o qual foi trazida à existência.

 Calvino afirma:
"Não há elemento algum em parte alguma do mundo que, despertado pelo conhecimento de sua presente miséria, não se concentre na esperança da ressurreição”

Como o homem, a criação precisa ser redimida porque, como o homem, a criação também está sujeita à queda. Assim, a palavra da esperança redentora é a de que todas as coisas serão por Deus, redimidas da futilidade do pecado.

Estamos olhando para a promessa dos novos céus e nova terra!!! Não haverá aniquilação do atual universo físico – não virá novo dilúvio, mas a transformação do presente universo de modo que cumpra o propósito para o qual Deus o criou – a criação de novos céus e nova terra “nos quais habita justiça” (cf. 2 Pedro 3.13; Isaías 65.17 e Apocalipse 21.1.

 

A terceira esperança diz respeito à...
3) REDENÇÃO FINAL (v. 23-25)

Finalmente, a graça de Deus que já começa a trabalhar na vida dos justificados, recebe atestado do Espírito que neles habita, levando-os à consumação da obra divina começada.

Paulo traz ao coração a glória vindoura, futura e final, a qual está sendo preparada para os seus. A obra que ele já começou continua realizando até aquele dia da redenção final do corpo.

Se a criação anseia pelo dia da sua libertação, a comunidade dos remidos, que vêem a glória a refulgir diante deles, torce ansiosa e inteligentemente pela mesma consumação, pela “redenção do corpo” – o dia da ressurreição, quando o atual corpo da humilhação, o corpo corruptível, será transformado em corpo glorificado e incorruptível, semelhante ao de Cristo.

Como entender a expressão do v. 24: “a esperança que se vê não é esperança”? Como entender a redenção final como palavra de uma esperança que não vemos?

Barth é maravilhoso neste ponto. Diz:
“redenção é o invisível, o inacessível, o impossível, que vem a nosso encontro em forma de esperança”. Havemos de perseverar “como se” existisse um além do outro lado do bem e do mal; do outro lado da alegria e do sofrimento, da vida e da morte. Por tanto, haveremos de perseverar “como se” em nossa existência e em nosso modo de ser esperássemos por alguma coisa; perseverar “como se” existisse um Deus a quem tivéssemos que volver e a quem devêssemos servir em amor, quer fôssemos vencedores ou vencidos, quer subíssemos ou descêssemos, quer vivendo quer morrendo” . E conclui: “é a esperança que acaba com este estigma; é ela que suprime o “como se”.

 

CONCLUSÃO:

É esta esperança, elemento essencial da salvação dos filhos de Deus, que nos capacita a aceitar as aflições do presente de modo que, por sua paciente perseverança, ganhem suas vidas.

Calvino afirma:
“a conclusão do apóstolo é, portanto, mui apropriada, a saber: tudo quanto o evangelho promete concernente à glória da ressurreição se desvaneceria caso não gastássemos nossa presente vida em carregar pacientemente a cruz e as tribulações. No momento, a esperança é sustentada somente pela paciência. É só por meio da paciência que a salvação dos crentes é consolidada” - Calvino

 

É a esperança, juntamente com a fé e o amor, uma das sublimes graças que constituem as marcas distintivas do cristão.

Por isso, que nossa esperança brilha em nossos olhos! Estamos olhando para Cristo, esperança nossa!

 

(Americana, 3 de junho de 2018 - Culto Matutino – Celebração da Eucaristia
Pregado pelo Rev. Jabis Ipólito de Campos Junior)

 

 
 
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